Sul da região de Jutland, início dos anos 70. A vida não é fácil para Allan, um garoto de 11 anos. Seu pai é emocionalmente instável e tenta se matar regularmente. Sua mãe se tornou uma pessoa passiva, seu irmão mais velho saiu de casa e a pequena loja de laticínios da família vai mal. Quando a irmã mais velha deixa de passar as noites no sofá com seu pai, é a vez de Allan se esforçar para manter a família unida. Seu pai só tem prazer em recitar seus famosos e eloqüentes elogios fúnebres e assim fazer as pessoas chorarem em coro nos funerais. Só resta então ao menino ajudar para que haja funerais suficientes e assim manter seu pai feliz.
Filme dinamarquês multipremiado, e que se por vezes é tocante, em outras apresenta um interessante humor negro e dark. Recomendo aos interessados.
A tradução acredito que ficou de razoável a boa, não comprometendo muito o espetáculo.
Juha tem 38 anos, três filhos pequenos e uma esposa com depressão. Ele se acha um sujeito forte, e acredita que um homem deve prover a família. Mas um dia Juha é despedido do emprego. Envergonhado, decide esconder a demissão da família, envolvendo-se numa teia de mentiras. Com a ajuda do amigo Olli, Juha decide se prostituir para sustentar a mulher e os filhos. Passa a receber por duas horas o que antes levava dois dias de trabalho para ganhar. A vergonha e as mentiras aumentam a cada dia, mas o dinheiro da nova profissão parece compensar o lado negativo.
Exibido no Festival do Rio 2007 e selecionado pela Finlândia para o Oscar 2008.
Baseado na triologia épica 'As Cruzadas' de Jan Guillou, lançada inclusive no Brasil.
A história sobre Arn e Cecilia é passada na Suécia, bem como no Oriente Médio, e oferece uma rica galeria de bravos cavaleiros, poderosas rainhas e reis traiçoeiros. É uma história de guerra e de intrigas, amizade e traição, mas também uma inesquecível história de amor. Arn Magnussson nasceu em 1150 na fazenda Arnas, em West Gothia, parte ocidental da Suécia. Ele cresce em um mosteiro até se tornar um jovem educado e um qualificado guerreiro. É quando encontra Cecilia, o amor de sua vida. Mas um mundo cruel e invejoso os forçam a se separarem. Cecilia é presa em um convento e Arn é enviado para a Terra Santa, onde ferve a guerra entre cristãos e muçulmanos, e lá se torna um temido Cavaleiro Templário.
Curiosidades:
- Seu lançamento se deu em dezembro de 2007 e sua continuação, "Arn – The Kingdom at the End of the Road", está prevista para 22 de agosto de 2008.
- O orçamento total chegou aos US$30.000.000,000, se convertendo no filme mais caro já feito na Escandinávia. A produção, assim, não deixa nada a dever a ninguém.
A legenda original é fruto do áudio. A tradução, creio, ficou bem razoável dentro das possibilidades.
No final do século 19, o jovem estudante Anton, de 16 anos de idade, passa a viver num mundo de sonhos depois que se entrega à dúvida entre seu primeiro amor e o desejo por uma "femme fatale". Este curta animado - inspirado nas pinturas impressionistas de Pierre-Auguste Renoir e Paul Cézanne - levou três anos para ser concluído. São apenas 26 minutos nos quais o diretor e animador russo Aleksandr Petrov pintou quadros de vidro a óleo para então fotografá-los. Em vez de pinceladas, o diretor usa os próprios dedos mergulhados em tinta.
- Aleksandr Petrov levou em 2000 o Oscar pelo seu curta baseado na obra clássica “O Velho e o Mar” de Ernest Hemingway.
- A técnica utilizada por Petrov é única e inacreditavelmente insana. Consiste em pintar quadros de vidro a óleo e depois fotografá-los. E como se não bastasse, ao invés de pincel o artista utiliza os próprios dedos mergulhados em tinta.
- Para cada fotograma da animação, Petrov desenha um quadro. Para produzir “O Velho e o Mar”, por exemplo, foram necessários mais de 29 mil quadros. E dessa forma, totalmente artesanal, “Moya Lyubov” levou mais de três anos para ficar pronto.
- Aqui no Brasil, o curta foi exibido no último Anima Mundi, vencendo o prêmio de Melhor Animação segundo o júri profissional, além de tantos outros prêmios ao redor do mundo.
- Para baixar diretamente pelo Youtube, use o programa aTube Catcher e os seguintes links: Parte 1, Parte 2 e Parte 3. Existe também legenda para estas 3 partes separadas.
Em 13 de dezembro de 1937, o Exército Imperial japonês entrou na antiga capital chinesa de Nanquim e, nos três meses que se seguiram, assassinaram e estupraram civis (mulheres e crianças, inclusive) e soldados que se entregaram, numa proporção que varia entre “apenas” 20 mil pessoas — segundo um estudo recente japonês, — e 200 ou 300 mil, de acordo com o tribunal de guerra que se seguiu ou pesquisas de historiadores chineses e americanos.
Seja como for, no ano em que a invasão completava 7 décadas, os diretores e roteiristas Dan Sturmane Bill Guttentag lançaram "Nanking", um documentário que tenta mostrar a história do massacre, episódio até hoje controverso pela incapacidade japonesa de admitir o fato e por ser ignorado por boa parte do mundo. Em 90 minutos, vemoscomo um grupo de estrangeiros que vivia em Nanquim na época da invasão conseguiu criar uma zona neutra de segurança que, a princípio, seria usada como abrigo de expatriados, mas que acabou funcionando como a única salvação (espécie de lista de Schindler asiática) para cerca de 250 mil chineses da região. As cartas de testemunhas do episódio são interpretadas por atores como Woody Harrelson, Mariel Hemingway, Stephen Dorff e Rosalind Chao, entre outros, além de serem exibidas imagens da época, às vezes chocantes, e depoimentos de sobreviventes e até de soldados japoneses que participaram da ação.
- “Nanking”, foi o ganhador do prêmio de edição do Festival de Sundance de 2007. E um dos seus diretores, Bill Guttentag, já venceu dois Oscars pelos documentários "Twin Towers", em 2003, e "You don't have to die", em 1988.
- Legenda oriunda de uma mescla entre os subpacks em inglês e espanhol. A qualidade ficou aceitável.
Chile, 11 de setembro de 1973. O presidente Salvador Allende é derrubado. A ditadura de Augusto Pinochet instalava-se no país com toda ferocidade, perseguindo, torturando, assassinando.
“O Cavaleiro Negro” conta a história real do embaixador sueco Harald Edelstam e de sua luta para salvar a vida de milhares de inocentes durante este período. Testemunhando torturas e abusos de autoridade, Edelstam reivindicou direitos humanos, justiça e decência, e suas ações colocaram sua vida em constante risco.
Nascido em 1913, Harald Edelstam ficou conhecido como "Black Pimpernel" durante os anos da Segunda Guerra Mundial, quando, a exemplo do empresário alemão Oskar Schindler, cuja história inspirou o famoso filme A Lista de Schindler, ajudou centenas de judeus e militantes da resistência a escapar da perseguição nazista na Noruega. No Chile, são vários os relatos da atuação decisiva do embaixador para salvar vidas e por causa disso é venerado quase como um santo entre os milhares de chilenos forçados ao exílio, mesmo sendo quase esquecido por seus próprios compatriotas.
Previsto para chegar às telas brasileiras este ano, se baseia em depoimentos de testemunhas e artigos de época colhidos durante cinco anos de pesquisas. Desde os primeiros momentos do golpe no Chile, segundo esses relatos, o embaixador Edelstam escondeu refugiados na Embaixada sueca e, dirigindo o próprio carro, saiu em expedições noturnas em busca de outros que necessitavam de abrigo. Ele ia com freqüência ao centro de detenção montado no Estádio Nacional e salvava prisioneiros da execução. Há testemunhos de que Edelstam emitia salvo-condutos, ajudou a criar documentos falsos para perseguidos do regime, entrou em contato com outras embaixadas para abrigar refugiados, coordenou ações com organizações internacionais para a fuga dos ameaçados. Na volta a Estocolmo, ele foi isolado pelos colegas no Ministério das Relações Exteriores e no fim ofereceram-lhe a embaixada na Argélia – um posto que ninguém queria. Harald Edelstam atuou segundo seu coração, e não segundo as regras diplomáticas. E isto não foi tolerado.
O título original é uma alusão ao herói fictício do livro O Pimpinela Escarlate, da Baronesa Orczy, que salvou centenas de pessoas da guilhotina durante a Revolução Francesa.Com orçamento de US$ 3 milhões, foi parcialmente financiado pela seção dinamarquesa da Anistia Internacional. Rodado em 36 locações no Chile, mostra cenários reais do golpe, como o Estádio Nacional - principal centro de tortura do regime, onde 12 mil pessoas foram encarceradas. Com 1,7 mil figurantes, inclui ainda seqüências no Palácio de La Moneda, a sede do governo bombardeada.
O filme é falado 90% em inglês e o restante em espanhol. As partes em espanhol tiveram de ser feitas pelo áudio, por isso não estão 100%. Sugestões de correções seriam, então, bem vindas. E apesar de um tom ‘novelesco’, “Black Pimpernel” constitui um resgate importante da memória de uma época e apresenta-nos um personagem pouco conhecido por nós. Atente-se também ao epílogo desta obra, um dos trechos mais significativos dela.
Eles são quatro, são matemáticos e não se conhecem. Cada um deles resolveu um enigma proposto por alguém que se faz chamar Fermat, e com ele ganharam um convite: uma reunião de matemáticos com o pretexto de resolver o enigma mais importante que já existiu. Uma vez todos juntos, porém, percebem que as suas vidas dependem, unicamente, das suas capacidades em resolver problemas matemáticos.
E quem é Fermat? O que tem contra eles?
Sucesso de público na Espanha, o primeiro filme de Luís Piedrahita e Rodrigo Sopeña recebeu dois prêmios na 28º Edição do FantasPorto, maior festival de cinema fantástico do mundo, na categoria de Melhor Roteiro e alcançando ainda o Méliès de Prata do Festival.
- Legenda a partir de subpacks lusitano e inglês, além do áudio.
- A PÁGINA OFICIAL do filme entra bem no espírito dele e nos permite de certa forma revivê-lo online. Visite-a.
- Se quiser um ‘trailer’ sobre a famosa Conjectura de Goldbach, personagem deste filme, visite ESTE link.